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Em Foco Refletor

A magia do circo : arte do picadeiro passa de geração em geração e encanta o público

[caption id="attachment_3812" align="aligncenter" width="640"]Foto: Divulgação Foto: Divulgação[/caption]

Mesmo com todas as opções contemporâneas de entretenimento a arte circense dos malabaristas, equilibristas, acrobatas e palhaços ainda leva público expressivo por onde passa. O mais encantador desta arte é a vida andante que a trupe leva, assim como a passagem da arte que vai sendo ensinada de geração em geração. Os acrobatas Marcos Conceição, 38 anos e Nicolas Conceição 14 anos, respectivamente pai e filho são um exemplo disso. O filho que começou a treinar aos cinco anos de idade e as oito já se apresentava junto com o pai. “Apesar das pessoas acharem diferentes eu não sei me adaptar a outra vida diferente do circo. Uma vez fui passar férias na casa da minha madrinha e não sabia o que fazer.” Pois ao contrario do que muitos pensam, apesar da vida nômade, os artistas circenses seguem uma rotina diária. “Nós treinamos de segunda a sexta-feira em horários fixos, cada um tem o seu. Os das crianças nós determinamos de acordo com o horário da escola. Há a hora de treinar, de estudar, dos espetáculos, tudo organizado”, contou Conceição. E sobre a escola, ele esclareceu que as criança não deixam de receber aprendizado só precisam se esforçar um pouco mais pois mudam de turma frequentemente. “Existe uma lei federal que determina que crianças de circo precisam ser aceitas nas escolas públicas e quando vamos mudar de cidade essa instituição fornece um histórico deles naquele período para que possam ser aceitos em outra escola”, disse o pai de Nicolas. O menino contou que estuda junto com os colegas e irmãos para acompanhar o ritmo da escola e sua vida desperta interesse dos colegas nas instituições onde passa. “Eles sempre querem saber como a gente mora, o que faz e acontece até um certo assédio das meninas por conta disso”, contou  Nicolas Conceição.

Escolha e infraestrutura O tempo de permanência da trupe em cada cidade varia de acordo com a aceitação do público e os destinos são escolhidos são pensados levando em conta o número de habitantes e a importância da cidade. Mas esta mudança não é tão simples quanto parece, mais do que desmontar a estrutura e levantar acampamento, a administração do circo precisa alugar um terreno e conseguir um alvará da Prefeitura local. “E não está fácil hoje em dia, aqui em Ribeirão por exemplo, foi difícil conseguir, pois haviam algumas restrições em relação ao terreno”, contou Guido Rangers, diretor artístico do Babilônia Circus. Ele se refere as normas que o Departamento de Fiscalização Geral da Prefeitura Municipal de Ribeirão impôs. “O que acontece é que a área onde esse tipo de atração costuma se instalar é particular, e foram registradas algumas reclamações por parte do condomínio localizado ao lado. Então para que o proprietário da área pudesse continuar a loca-la nós impusemos algumas regras como o horário dos espetáculos que não podem ultrapassar as 22 horas. Além disso há a necessidade de vistoria pelo engenheiro responsável e pelos bombeiros”, disse Osvaldo Braga, diretor do departamento.

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