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Música Refletor

Dez anos de história: banda “A Estação da Luz” lança segundo álbum autoral com muito estilo

[caption id="attachment_1871" align="aligncenter" width="960"]Fotos: Divulgação Fotos: Divulgação[/caption]

Formada por Renata Ortunho (Voz), Cristhiano Carvalho (Guitarra), Alberto Sabella (Teclado), Vagner Siqueira (Baixo) e Junior Muelas (Bateria). A banda “A Estação da Luz” traz para os palcos por onde passa influência do rock dos anos 60 e 70, toques psicodélicos, além de canções autorais cheias de estilo. Em 2015, o grupo completou dez anos de história e acaba de lançar o seu segundo CD autoral para comemorar.

“A Estação da Luz” nasceu na cidade de São José do Rio Preto (SP) através da iniciativa do baterista Junior Muelas, que depois de morar em São Paulo e mudar-se para o interior, resolveu reunir alguns amigos para fazer o som que os agradava: rock’n’roll dos anos 60 e 70. “Foi então que pensei no nome ‘A Estação da Luz’, pois ele condizia com o estilo de som que iríamos fazer. Na verdade, também faz referência a uma canção da banda ‘Som Nosso de Cada Dia’ e a própria Estação da Luz, na capital paulista”, conta Muelas.

Desde o começo, o grupo, apesar de fazer músicas cover, já preocupava-se com o trabalho autoral. “Essa sempre foi nossa vontade, e apesar de os covers nos ajudam a fechar shows, conforme as canções autorais foram aumentando, eles foram diminuindo. Hoje, existem lugares que nos contratam para tocar apenas as nossas músicas, como no teatro Rival no Rio de Janeiro e o Centro Cultural de São Paulo”, revela o baterista.

11402692_1691064084449756_8777427537400137538_nAs músicas têm uma tendência para o rock psicodélico e progressivo, com canções um pouco maiores e estrutura mais complexa e atingem a um público variado, reunindo pessoas de 60 anos, que viveram aquela época, mas também jovens que estão conhecendo esse tipo de som agora.

Ao logo de sua trajetória, a banda passou por algumas mudanças. Os integrantes foram se alterando desde sua primeira formação. No início, eram em sete músicos, sendo dois deles, vocalistas, Renata e Fernando. Porém esta formação não chegou a um ano. Houve também a troca entre os baixistas, quando Sandro, o primeiro deles, deixou o grupo, Vagner passou a integrar a banda.

“Já estamos há 8 anos com essa formação. O amadurecimento com o passar dos anos também pode ser considerado como uma alteração na banda, pois faz diferença”, afirmam os músicos.

Álbuns

Depois de gravar um trabalho com covers e apenas uma única música própria, a “Par Perfeito”, a banda gravou, em 2012, um CD somente com canções autorais, que leva o nome do grupo. Produzido por Cláudio Fonzi, o álbum foi gravado em uma parceria com o Vila Dionísio e recebeu o selo Som Interior Produções Artísticas para distribuição.

As composições são feitas pelos próprios integrantes. Quem assina o maior número de canções é o tecladista Alberto, mas há músicas compostas por Muelas, como a Siga o Sol, por Renata e Cristiano. “Mesmo que a música inicial seja de um ou de outro, quando essa pessoa chega com a canção no ensaio, é a banda quem dá a forma final a ela, então acaba sendo meio coletiva a composição”, diz o baterista.

12605476_1238231652858471_7586924601159715497_oSegundo Muelas, a inspiração para compor surge das vivências cotidianas, tanto dos sons que escutam, quanto do que vivem nas viagens para tocar, situações que presenciam, etc.

O novo álbum, que terá a música “Sem direção” como carro chefe inicialmente, possui características bastante parecidas com o primeiro disco da banda. “Acredito que a bagagem que a gente vem adquirindo no decorrer dos anos acaba influenciando nas composições e arranjos de cada disco em particular, sempre mantendo a sonoridade da banda”, comenta o fundador da “A Estação da Luz”, Junior Muelas.

O Show

O show do grupo, que possui cenário psicodélico e tem entre uma hora e meia a uma hora e quarenta de duração irá incorporar as faixas do novo CD e ganhar algumas novidades no cenário. Durante as apresentações, apesar da vocalista de frente da banda ser a Renata, quase todos os integrantes cantam durante as apresentações, assim como nas bandas dos anos 60 e 70, as vozes são intercaladas. A verdade é que todo mundo canta quase o show todo, pois todos fazem os backings vocals. “Mas se a única voz feminina da banda é muito bom, sou tratada com muito carinho pelos meninos”, destaca Renata Ortunho.

Segundo os integrantes, a demanda de shows entre covers e autoral é alternada. “Quando fazemos o show de A Estação da Luz, tocamos apenas um ou dois covers para mostrar de onde vêm nossas referências, porém, quando nos apresentamos em bares, o show precisa ser maior, então vamos mesclando, como dois ou três covers com uma música própria”, explicam.

10440914_1691064014449763_6975540094411000582_nNa hora de escolher as canções para fazer cover durante os shows, os músicos dão preferência para grupos nacionais dos anos 60 e 70, como “O Terço”, “Os Mutantes” e “Secos e Molhados”. “Demos preferência por fazer o rock nacional, assim como compor nossas canções em português, porque estamos no Brasil, assim fica de mais fácil entendimento para o público e também seria muito difícil fazer a carreira fora do Brasil”, dizem.

Divulgação

Para divulgar o trabalho o meio mais usado pelos músicos é a Internet. Porém, eles também aproveitam os shows, mesmo os covers, para mostrar seu trabalho, e enviam material à imprensa. “Atingimos alguma coisa da mídia, mas na grande mídia em si é mais difícil de chegar. Nós fazemos nossas músicas sem nos preocuparmos se vai ou não vender, tem que estar legal dentro daquilo que acreditamos. A missão da banda é deixar um legado cultural, musical e artístico”, dizem.

Personalidade

12439040_1106409166045695_5976188004503451043_nOs integrantes aderiram ao visual dos anos 70 não somente nos dias de shows, mas também em seu dia a dia. E alguns têm o cuidado de vestir confecções desenvolvidas exclusivamente para eles, como no caso do baterista. “Para mim é natural, acho que por gostarmos das bandas daquela época. Então, na hora de mandar fazer uma roupa, assisto a vídeos da época, vejo o que gosto, compro o tecido e tenho a ideia de fazer uma camisa desse jeito, ou uma calça daquele jeito. Cada um tem uma costureira que já está acostumado, eu tenho um alfaiate também”, conta Junior Muelas.

A vocalista também sempre teve em seu estilo as mesma roupas que usa no palco. “Uso o mesmo tipo de roupas há anos! Gosto de brincar com as peças, cada vez faço uma combinação diferente, mas sempre mantendo meu estilo”, conta.

Em família

Que toda banda depois de um certo tempo de convivência acaba se tornando uma família, muita gente já sabe. Mas na “A Estação da Luz” não é só essa família que existe. A vocalista Renata Ortunho e o baterista Junior Muelas são casados. “Quando nosso primeiro vocalista saiu, decidiram chamar a Renata, porque nos pediam muitas músicas com vocal feminino, como ela já cantava em outras bandas, os caras decidiram por ela”, lembra o baterista. Juntos, o casal tem uma filha de três anos que já começou a se integrar ao mundo da música. “Não é fácil conciliar a rotina da música e da família, mas minha filha ama este nosso mundo, voltei a fazer show ela tinha um mês de vida, tirava o leite e deixava com a minha mãe. Sempre que posso a levo junto, ela não sabe o que é ter uma mãe normal”, se diverte Renata.

Confira o vídeo da música “Sem direção” no Alecrim TV!

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