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Em Foco Refletor

Festival de Rock Nacional reúne 50 mil pessoas em Ribeirão Preto

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No último 18 de junho, 50 mil pessoas se reuniram para curtir as 18 atrações e mais de 10 horas de música no Festival João Rock, em Ribeirao Preto (SP). Os 4 palcos do evento trouxeram o melhor do rock nacional começando com a Banda Vigariztas – vencedora do concurso de bandas e terminando com a energia contagiante de Criolo, que trouxe ao palco as participações especiais de Tulipa Ruiz e Rael.

Em um dos momentos históricos desta edição, o público, foi surpreendido com a entrada de Marcelo D2 e B Negão no show de Black Alien, cantando a música “Contexto” e levando o público ao delírio, marcando um reencontro depois de 15 anos.

Paralamas do Sucesso trouxe seus sucessos em uma apresentação que levantou os fãs e após dizer que a Nação Zumbi era sua inspiração, convidou a banda para o palco e juntas começaram um novo show, perguntando “Que país é esse?”. As duas bandas cantaram ainda sucessos como “Alagados” e “Lanterna dos  Afogados” acompanhados pelo público em coro.

Nando Reis, quarto show do Palco João Rock,  viu o público cantar suas canções tão alto que, algumas vezes, a sua própria voz desaparecia, tamanha empolgação da multidão.

Depois foi a vez da banda Natiruts abrir seu show com “Presente de um Beija Flor”. Entre uma canção e outra, o vocalista pediu vibrações para todas as pessoas do mundo. Ao final, agitou a galera com “Natiruts Reggae Power”.

_MG_4050O show de Legião Urbana foi um presente para os fãs. Um apresentação emocionada, que trouxe Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá agradecidos, afirmando que a banda só existe até hoje por que o público não deixa uma história de 30 anos ser esquecida. André Frateschi, trouxe o passado de volta e revezou os vocais com todos os integrantes.

A grande novidade do show de Gustavo de Almeida, o Black Alien,  foi a tradução simultânea em libras (Linguagem Brasileira de Sinais). O profissional Fabiano Esteves, além de traduzir as músicas, dançava e interagia com o público. “Essa é uma grande ação para possibilitar uma apresentação acessível a todas as pessoas presentes no evento.”, afirmou o cantor.

O Planet Hemp, sob o comando de Marcelo D2 e Bnegão, entrou no palco mandando avisar pra geral que eles estavam de volta. Na abertura o público mostrou que não estava cansado e entoou a clássica “Legalize Já!” que marcou a trajetória da banda desde 1995 quando foi lançada. A banda, que desde a década de 90 é considerada uma das mais polêmicas do Brasil pelo seu forte posicionamento a favor da legalização da maconha, traz em seu repertório músicas que fizeram sucesso em toda a história do grupo. A música interpretada por BNegão “Procedência C.d” foi o ponto alto do show.

Palco 2002 – Onde tudo começou

 O Palco que trouxe uma homenagem ao primeiro ano do evento, com as mesmas bandas que se apresentaram há 15 anos no João Rock, foi uma atração a parte. Um dos pontos altos e memoráveis foi a participação de Nasi, vocalista do Ira!, no show da banda Titãs, que encerrou a noite.

CIDADE NEGRA - O sol ainda brilhava quando o Cidade Negra abriu as atividades do Palco 2002. A banda, que se apresentou no primeiro João Rock, retornou ao festival em grande estilo, com um Toni Garrido e companhia mais afinados do que nunca.

 O público vibrou ao relembrar grandes hits como ‘Onde Você Mora’ e ‘A Sombra Da Maldade’. Toni Garrido finalizou a apresentação com um tributo ao Legião Urbana ao cantar ‘Tempo Perdido’. O cantor comentou o retorno ao João Rock. “É uma honra retornar ao palco onde toda esta história começou, é mais do que um reconhecimento”.

IRA! - O segundo show no Palco 2002 também levou o público de volta ao começo. Há 15 anos, o IRA! fazia a primeira apresentação no João Rock e entrava definitivamente para a história do Festival.

O retorno, uma década e meia depois, foi de tirar o fôlego do público cantou que a capela sucessos como: ‘Flores em Você’ e ‘Tarde Vazia’. O ponto alto da apresentação foi durante a interpretação de um dos maiores sucessos da banda, ‘Eu Quero Sempre Mais’. Nasi e Edgard Scandurra levaram os fãs ao delírio. Como no caso do funcionário público Maurício Rodrigues, 54 anos, que enfrentou os 300 km de distância entre Ribeirão e Itatiba, para realizar o sonho do filho, Juliano Augusto, 20 anos, que tem paralisia cerebral, de poder acompanhar o IRA! de cima do palco. “É uma satisfação enorme ver ele alegre, isso paga qualquer cansaço”, explicou o pai.

Nasi, vocalista do IRA!, declarou que o João Rock ultrapassou barreiras. “Nós viemos no primeiro e agora percebemos que o Festival continua crescendo, isso sem dúvida para o rock nacional, principalmente, é muito importante”. O IRA! se despediu da galera ao som de ‘Envelheço Na Cidade’.

CPM 22 - O terceiro show do Palco 2002 movimentou a galera fã de hardcore da melhor qualidade. Presença certa em várias edições do João Rock, o CPM 22 fez o público esquecer o frio e vibrar com o tom melódico dos hits, ‘Não Sei Viver Sem Ter Você’, ‘Regina Let´s Go!’, ‘Dias Atrás’ e outros sucessos que deram o tom de uma apresentação que sempre surpreende o fã da banda que completa 20 anos de estrada em 2016.

‘Um Minuto Para o Fim do Mundo’, foi, sem dúvida, um dos ápices da apresentação. A galera aproveitou para soltar a voz e cantar cada estrofe com Fernando Badauí, vocalista do CPM. Badauí fez questão de enfatizar a força do festival de Ribeirão Preto. “Tocar no João Rock é sempre bom para o CPM, nestes 15 anos foram várias apresentações e a cada ano o evento continua crescendo”.

TITÃS - Pouco antes da meia noite foi a vez de Branco Mello, Paulo Miklos, Sérgio Britto, Tony Bellotto e Mário Febre, mostrarem que os Titãs continuam com o mesmo gás de 15 anos atrás, quando tocaram pela primeira vez no João Rock.

 Com uma apresentação mesclada com sucessos atuais e do passado, os Titãs mostraram que ‘O Pulso’ ainda pulsa e empolgaram a plateia que reuniu diversas gerações. Os fãs ficaram ainda mais empolgados quando Paulo Miklos convidou ao palco Nasi, vocalista do IRA!, para um dueto de tirar o fôlego em um dos maiores sucessos dos Titãs, ‘Sonífera Ilha’. Antes do fim, Sérgio Britto fez com que o público protagonizasse uma das mais belas cenas do João Rock 2016. Com as mãos para o alto, todos cantaram ‘Epitáfio’. Os Titãs até se despediram após ‘Bichos Escrotos’ mas o coral formado por milhares de vozes, pediu bis e o quinteto voltou ao palco para mais duas músicas. ‘Flores’, sucesso da banda lançado no final dos anos 80, encerrou com chave de ouro a passagem dos Titãs pelo João Rock 2016.

Um grande show para fortalecer

No palco Fortalecendo a Cena, a primeira banda a se apresentar foi a Marrero. Com seu som pesado, trouxe mensagens de urgência e indignação. As bandas Far From Alaska, Supercombo, Dona Cislene e Scalene se revezaram e dividiram os instrumentos nas apresentações, formando um grande show, aprovado pelo público.

A 15ª edição contou ainda com área de alimentação ampliada, de 17 postos em 2015, este ano foram 29 pontos com 7  food trucks que contavam com um cardápio variado: hambúrgueres exclusivos para o evento, pizzas, temakis e até sobremesas.  Na arena de esportes radicais, o público pode conferir na pista de skate o hexacampeão Sandro Dias, o Mineirinho, em uma half pipe, pista em formato de U com 30 metros de comprimento, além de bungee jump e queda livre com 20 metros de altura.

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