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Em Foco Refletor

Somos Tão Jovens – Tributo Legião estreia turnê em Ribeirão Preto

[caption id="attachment_3404" align="aligncenter" width="640"]Foto: Divulgação Foto: Divulgação[/caption]

“Ainda era cedo”, mas ele partiu em 11 de outubro de 1996 – há exatos 20 anos. Personificado como um dos maiores ídolos do rock nacional, Renato Russo morreu jovem, com apenas 36 anos (1960-1996), mas deixou uma legião de fãs e um legado musical para diferentes gerações. O ex-líder da Legião Urbana é até hoje idolatrado por jovens de sua geração e de outras que o conheceram mesmo depois de sua morte. Para celebrar a data e reverenciar a obra monumental do artista e de sua banda, estreia o tributo “Somos Tão Jovens” - em turnê pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais. O lançamento acontece em Ribeirão Preto (SP), no dia 11 de outubro, dentro do projeto “Amigos do Pedro II”, no Theatro Pedro II, às 20h. No dia seguinte, o show segue para Franca e será apresentado no Teatro Municipal da cidade, também às 20h. As próximas cidades que devem receber o espetáculo são Araraquara, São Carlos, Bebedouro, Barretos, São José do Rio Preto, Poços de Caldas, Uberlândia, Uberaba, em datas que serão divulgadas posteriormente.

Apesar de fazer 20 anos que a música brasileira e milhares de fãs perderam Renato Russo e os shows lotados da Legião Urbana, as canções se perpetuaram e se consagraram como verdadeiros hinos da juventude – que, na expressão de Renato, “tem seu próprio tempo”, independente das gerações. São músicas de 20, 30 anos, mas que ainda são hits atuais, comoTempo Perdido, Quase sem Querer, Ainda é Cedo, Pais e Filhos, Eduardo e Mônica, Que país é este, Índios, Faroeste Caboclo, Monte Castelo e muitas outras – cantadas por fãs de diferentes idades.

A banda formada para o tributo reúne músicos fãs de Renato Russo que viveram o auge da juventude dos anos 80 e 90:Sérgio Missão, Evandro Grili, Eduardo de Lucca, Sandro Rezende e Victor Grili - músico com 22 anos, que só conheceu o trabalho da Legião Urbana pelos pais, por outros fãs ou ainda por resgate de vídeos pela internet, além de discos de vinil, cds e DVDs. O baterista Victor Grili, vem do PlayVinil, investe na sua carreira solo e agora integra o projeto. Ele demonstra-se empolgado com o boom de venda dos ingressos em Ribeirão Preto – totalmente esgotados 15 dias antes do show. “Poder participar desse projeto tem sido uma experiência muito importante para minha trajetória. Eu já conhecia a Legião Urbana, mas não da forma como eu conheço hoje. Foi um aprendizado”. Victor diz que com o projeto entendeu o que o trabalho da Legião significou para aquela geração. “Consegui compreender a importância desse movimento punk no Brasil, iniciado pelo Renato Russo e o papel do rock nacional para a história do Brasil”.

Evandro Grili, guitarrista e violonista no projeto, divide o palco com o filho Victor, bem como a paixão por tudo o que Renato Russo produziu junto ou separado da Legião Urbana. “Acho que o Renato protagonizou a odisseia da maior banda de rock que o Brasil conheceu. Ninguém tem um público como a Legião tem, 30 anos depois de sua fundação e 20 anos depois de seu fim. E não é simplesmente porque acabou e pronto. É porque a mensagem é muito forte e atualíssima. E vai continuar, por outras gerações”, expressa.  Para ele, a Legião Urbana e o Renato influenciaram muito mais pela mensagem do que pela própria música. “A música meio que se tornou um veículo da mensagem”. O músico ainda questiona: “Que banda no mundo tem uma música que vira um filme? E responde: “Pouquíssimas. A Legião tem duas: Faroeste Caboclo, que já foi gravado e Eduardo & Monica que está em gravação. Fora o filme biográfico. Foi essa mensagem que influenciou os músicos da minha geração, os fãs daquela época e que os surgiram depois, mesmo após o fim da banda”, contextualiza.

O vocalista, Sérgio Missão, diz que a união de gerações na banda formada para o tributo é um fator de sucesso do projeto. Ele conta que a maioria dos músicos viveu muito a época, acompanhando a Legião pela televisão, indo a shows, ouvindo rádios, comprando seus discos e se emocionando com a novidade que a banda trazia para o rock nacional. Como também tem quem não viveu pessoalmente, mas garante: “a obra da Legião atinge a todos. A banda se uniu e de uma forma natural e inexplicável, criou inconscientemente um ambiente energizado, que faz com que o evento cresça a cada dia”, revela.

A movimentação dos fãs e a procura por shows que remetam à época da Legião tem uma motivação para Eduardo De Lucca, baixista do tributo. Ela acredita na força das letras da banda para atrair os fãs. “Como letrista Renato Russo é inigualável, pois escreveu músicas que falavam da realidade política do país, dos sentimentos, das emoções, dos sonhos. Suas letras eram escritas com o coração, com puro sentimento, cativando uma geração inteira e nos dias atuais continua influenciando o público, pois não são letras temporais”. Também super fã da Legião, Eduardo não sabe mensurar o que faz a chama de legionários tão viva, mas arrisca que são vários fatores, como o carisma, as letras escritas com o puro sentimento e os ritmos simples que geram identificação direta no público. “Acredito que existiu uma energia enorme na Legião Urbana que moveu uma geração e continua influenciando pelo fato de fazer o simples e com o maior amor”.

Sandro Resende, também guitarrista do tributo, analisa que tanto a música quanto as composições de Renato Russo, estão acima da definição de passadas ou atuais. “Renato encontrou uma fórmula de usar a linguagem romântica e politizada, ou seja, sempre falando para todas as gerações”. O guitarrista acredita que as novas gerações estão carentes de um romantismo, “apesar de que alguns não admitem essa necessidade” e garante: “as mensagens da Legião Urbana serão eternas. São canções que sempre vão se encaixar em alguma questão atual”. Por conta disso, os músicos do tributo recomendam o show para um público variado, com espaço para avós, filhos e netos na plateia.

SERVIÇO:

Show: Tributo “Somos Tão Jovens” – Tributo Legião

Datas e horários:

11 de outubro/2016 – Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto/SP, às 20h

Rua Álvares Cabral, 370 – Ribeirão Preto (*ingressos esgotados em Ribeirão Preto)

12 de outubro/2016 – Teatro Municipal, em Franca/SP, às 20h30

Avenida Sete de Setembro, 455 - Franca

Valor: R$ 40,00 (inteira) / R$ 20,00 (meia) Classificação: Livre

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